...mais me batem à porta.
As pessoas da minha aldeia estão muito mal habituadas.
Bem haja ao meu pai que assim as habituou. (E ainda querem que eu herde o lugar...arre!).
Estava eu sentada no trono (sanita), muito descansadinha...com o Gaspar à janela, o Lili sentado no meu colo...com a França aos meus pés...de cigarrete na mão e eis que...a porta quase que ia abaixo.
Ora outra coisa que detesto mais do que me incomodarem os cornos até à 5ª casa do caralho...é baterem-me à porta esquecendo-se que quem pagou aquela, infelizmente, não pagará mais nenhuma.
Eles é bater com todas as forças e eu é fazer ouvidos de mercador. Quanto mais batem menos eu lhes ligo. É assim sou muito simpática...eu sei.
Como me estavam a ligar ao mesmo tempo deste festival todo...também deixei o tlm tocar. Que se lixasse.
Quando chego ao tlm decido ligar para ver o que queriam...era só a pessoa que me ia deitando a porta abaixo. Lá contei até canhentos mil e fui abrir a porta. E a abordagem não poderia ser melhor.
Sr. do alto do seu metro e meio...de máquina fotográfica na mão e guarda chuva na outra diz-me:
Ó Sofia imprime lá estas fotografias...blablabla.
Foi tudo o que eu quis ouvir...não foi 1 pedido...foi 1 ordem. Lá também é assim...as pessoas não me pedem...acham que eu tenho obrigação.
Olhei, sorri e pensei..."já tiveste alguma criada que se parecesse comigo?"
E disse...oh pá eu não tenho cá material para te fazer isso, amanhã vais a 1 casa de fotografias e eles revelam-te isso num instantinho.
Ah e tal é que fiquei de entregar isto hoje e mais não sei quê.
E eu pensando "azar...não guardasses tudo para ontem".
Claro que tenho impressora...claro que nem me custava nada...mas se me pedisse com jeitinho era de uma maneira...mandando é um não na certa.
Ai se soubesse o quanto eu gosto de aturar o povo à porta de casa nem me falariam nunca mais em ser candidata às próximas eleições.
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